Arquivo da tag: Aristóteles

A descoberta da justa medida

“Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”(Lucas 6.38).

O efeito férias, diga-se de passagem, é recompensador quando alivia o “stress” de um ano cheio de trabalhos e preocupações. Mas, quando provoca sedentarismo, aumenta o tédio e desenvolve o apetite comestível devido à quietude agradável do ambiente familiar, traz consequências sérias para a nossa saúde.

Se por um lado, as férias promovem descanso e recarregamento das baterias gastas, por outro lado facilita o acúmulo de gordura em nosso organismo, acarretando doenças como o diabetes, altas taxas de triglicerídeos e de colesterol no sangue, uma vez que se levam as férias sem atividades  físicas e num alto comodismo, entregues ao parasitismo.

Digo isso porque vivi essa experiência nas últimas férias. Tive que retomar imediatamente as atividades físicas e levar a vida com uma alimentação balanceada. Uma alimentação mais saudável e muito mais equilibrada, à base de frutas, legumes e bastante líquido.

Foi assim que acabei percebendo na prática a valiosa sabedoria dos gregos antigos ao falar e ao passar a viver de Filosofia. Eles tinham uma fascinação incomparável pelo corpo e pelo cuidado da alma. Eram obcecados por uma vida virtuosa.

O que antes era uma exigência natural e espontânea da própria “phýsis”(natureza), hoje parece ser uma necessidade maior de se desprender dos excessos imputados por uma liberal sociedade demasiadamente consumista. O mundo respira consumo e desperdício, futilidades, gerando uma má qualidade de vida nas pessoas. Muitas, por não conseguirem pautar um ritmo de vida adequado conforme a natureza, acabam por submeter-se a produtos light e diet, quando não a remédios para emagrecimentos relâmpagos.

No entanto, a questão fundamental da ética grega é propor a existência de limites para a natureza humana que não venham a ser transgredidos, a fim de obter equilíbrio necessário, constituindo assim uma vida sábia.

Sem dúvida, com essa busca constante pela cultura da macerridade em função de uma qualidade de vida a duras penas com dietas variadas, como não lembrar maravilhosamente dos termos “hýbris” e “sophrosýne”.

“Hýbris” é excesso, desmedida, transgressão. Também significa impetuosidade, violência, orgulho, arrogância. No dicionário Liddel e Scott (Cf. H. G. Liddel and R. Scott, Greec-English Lexicon, p. 1841), a primeira definição de “hýbris” é “violência temerária que resulta do orgulho pela força ou pelo poder que se possui”. Traduz-se “hýbris” ainda por paixão, luxúria e lascívia. Na contramão vem o substantivo “sophrosýne” com a mesma raiz do verbo “sophronéo” que significa ter a mente sã; ser temperante, adquirir moderação. Daí também o adjetivo “sóphron”, prudente, moderado, aquele que tem controle sobre os apetites e os desejos.

É evidente que qualquer experiência com dietas possibilita ao indivíduo uma descoberta da “hýbris” e uma ligação imediata com “sophrosýne”, de modo que, segundo Aristóteles, passamos à existência moral com relação aos prazeres indicando o meio termo, a justa medida. É a dieta, atualmente, responsável por nos fazer compreender e respeitar a medida certa, nossos limites. Porém, se as dietas não nos fazem repensar o que comemos ao invés de trazer sofrimento e inconformismo, certamente ainda não descobrimos o grandioso valor que há por trás deste novo modo de reeducação alimentar. Precisamos desbanalizar a falsa ideia corriqueira da dieta, que é o de trazer benefícios fantásticos e milagrosos para a beleza, em curto prazo.

Na contracultura do individualismo é precioso comer com, comer junto. Na contracultura do consumismo é saudável comer o menos possível, na medida da saciedade e do bom senso, terminando a refeição com vontade de “quero mais”. Este é o segredo. Não há milagres. A descoberta da justa medida, de certo modo, acaba se encontrando com a felicidade, segundo as palavras de Sólon, “no nada em demasia” e “no conhece-te a ti mesmo”, como estava escrito no oráculo de Delfos. Portanto, continuemos a nossa dieta com sabedoria!

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

http://www.twitter.com/filoflorania

 

 

Anúncios
Etiquetado , ,

Nem demais, nem pouco demais, o necessário

       Criamos muitas falsas necessidades. Idealizamos sonhos tão altos que sacrificamos nossa dignidade para realizá-los. Passamos toda uma vida trabalhando em função de um padrão econômico, isto é, não sustentamos necessariamente a nós mesmos, mas aos nossos caprichos. Quem não os têm? Só que uns têm mais, outros têm menos caprichos ou vaidades. Há pessoas que sacrificam até o seu bem-estar para juntar dinheiro, ao passo que há aquelas que simplesmente sonham com uma boa casa para morar, um carro popular, um emprego que pague bem, uma família de três filhos em média… Agora, há outras que não abrem mão de regalias, muito luxo e vaidade, mesmo que isso lhes custe uma consciência limpa ou antes a própria vida, o que seria um absurdo.

Muito me admira a capacidade que o ser humano tem de se viciar em atender às suas vãs necessidades, melhor dizendo, futilidades, uma vez que poderiam ser descartadas, pois não implicariam nenhum tipo de prejuízo à sua natureza ou às suas verdadeiras necessidades. Por que temos que jogar na mega-sena semanalmente ao ponto de sacrificar o orçamento familiar? Por que temos necessariamente que trocar de carro todo ano? Por que temos de comprar sempre o celular de ponta? Por que é preciso enricar, acumulando bens que precisariam de cinco gerações para serem consumidos? Por que nossa segurança está em todos esses valores? Por que nossa segurança não está em Deus?

É necessário a nós só o comer e o vestir. Se ambicionarmos por demais a riqueza, certamente nos esqueceremos de Deus. Do mesmo modo, se ficarmos pobres ou miseráveis, sem nada, seguramente teremos a tentação de furtar para sobreviver. A riqueza não é tudo e a miséria não é digna de nós. Devemos buscar o suficiente, a medida certa para sobreviver dignamente, sem nenhum tipo de mediocridade. Às vezes, a corrupção e o pecado entram por aí: Da não aceitação de  uma vida sóbria, comedida e prudente. Nesses tempos de alto consumismo, é urgente o apelo do evangelho em Mt 6.25-31: “Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo o ‘Rei’ em toda a sua glória se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?”

Somente Deus poderá nos saciar de toda falta. Tudo é perecível nessa vida, mesmo a comida ou a bebida ou as vestes ou ainda a nossa própria existência, o que prova concretamente de nossa parte que precisamos nos abastecer de uma saciedade permanente, de uma água que não dê mais sede, de uma comida que não dê mais fome, de vestes que não se consumam. Esse estado de constante saciedade que não encontramos aqui com nada perecível, só encontramos em Deus presente no Evangelho. Jesus é a água da vida que não dará mais sede, belíssimo: “Replicou-lhe Jesus: Todo o que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, nem venha aqui tirá-la”(Jo 4.13-15).

Portanto, as vaidades e os impulsos compulsivos de consumo desta vida passarão, mas Jesus e suas palavras não passarão. A realidade econômica no Brasil ainda é muito favorável para um consumo desnecessário da classe média, provocando nas pessoas uma saciedade insaciável de desejos dos mais variados, desde a compra de um computador melhor até a compra de uma TV LCD de última ponta. Com um mundo todo voltado a mergulhar nessa onda avassaladora de consumo, promovido por um modelo econômico mais do que liberal, super, hiperliberal em todos os aspectos, é preciso de nossa parte, reter as palavras do Senhor em nossos corações, acreditando sem cessar que “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará”(Sl 23). Nada aqui não quer dizer nada literalmente, mas a medida certa, o suficiente. O mesmo nos diz Aristóteles na sua Ética a Nicômaco, II, 5, acerca da “justa medida”. A medida certa é o equilíbrio, a virtude, nem demais, nem pouco demais, justo o que é preciso.


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN e Especialista em Metafísica pela UFRN
Páginas na internet:
www.umasreflexoes.wordpress.com


www.twitter.com/filoflorania

 

Etiquetado , , , ,

Senso de humor

O senso de humor é uma das qualidades mais admiradas numa pessoa, desde que seja natural e sincero, autêntico, como uma marca registrada talvez. Tudo se transfigura quando existe alguém bem-humorado no ambiente. O bom humor e uma brincadeira agradável são suficientes para quebrar o gelo de um ambiente frio e sem graça. A pessoa bem-humorada é uma força da natureza que entretém e irradia de alegria quem quer que seja, onde esteja. Não se trata de estar rindo à toa fingindo simpatia ou fazendo a política da boa vizinhança, mas viver naturalmente essa experiência de humor, de modo que seja uma sinergia entre você e todos à sua volta. Quando isso acontece, sua presença enche de luz todo o ambiente e contagia a todos. E a verdade seja dita: É insuportável tolerar um ambiente sem humor, sem graça, sem risos e boas gargalhadas, sem vida. Dizendo isso, como não lembrar do pensamento de Charles Chaplin: “Um dia sem riso é um dia perdido”. Não foi essa incrível sensação de humor que contagiou o Apóstolo Paulo na Prisão?! O Apóstolo, em meio a um caldeirão de adversidade por que passava, fruto da terrível perseguição que o Império Romano impôs aos cristãos, agradece a Deus pela diversão e recreação que recebeu de Onesíforo na prisão: “O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias”(2Tm 1.16).

Vejam a realidade: a indignação pelo clima de impunidade que se espalha na política brasileira; a indisposição de grande parte dos políticos, senão todos, em fazer valer a justiça social e coletiva; os ambientes públicos carregados de injustiças, perseguições políticas e corrupção; relações pessoais que não se acertam; casamentos cheios de problemas que se arrastam sem diálogo; amizades frias com inúmeros interesses; empregos rígidos e burocráticos; lideranças cansadas; chefes chatos; problemas econômicos; dívidas; problemas de saúde; a rotina; baixos salários; desemprego… O que seria de nós sem um pouco de humor? Vinícius de Morais, numa de suas canções, nos diz afirmativamente: “Ponha um pouco de humor na sua vida!”. E continua: “É melhor ser alegre que ser triste. A alegria é a melhor coisa que existe”. O bom humor é uma das saídas sábias da vida, além do que acrescenta leveza em vez de rigidez; alegria em vez de seriedade demais; graça em vez de ignorância; paz em vez de truculência.

Nada melhor do que uma boa dosagem de humor em nosso dia a dia. Fico pensando o que seria de nós sem uma pitada de bom humor no trabalho, em casa ou até mesmo entre os amigos. Estaríamos todos fadados à burocracia da vida. Sim, a vida também, assim como o trabalho, pode ser levada com muita burocracia, chegando a ser insuportável às vezes, mas com muito humor o que é pesado torna-se leve, o que dá enfado torna-se agradável. O humor traz de volta o encanto e a beleza que os infortúnios da vida fizeram questão de sucumbir. Por mais difíceis que sejam as circunstâncias do momento, não há nada que justifique a ausência de bom humor para contornar ou superar todas elas.

Um filósofo clássico que viveu por volta do séc IV a.C. expressou sua indignação pelo riso. O senso de humor é a marca registrada desse filósofo, pois admitia que o riso torna o homem sábio. Conta a tradição que ria de tudo e dava grandes gargalhadas, o que não diminuía em nada a importância de suas pesquisas filosóficas ao ponto de desafiar o próprio Platão.  Tenho a impressão de que Demócrito com o seu bom humor tenha nos levado à sabedoria, mas seus estudos da sensação nos levou à Aristóteles.


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Bacharel e Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia, Especialista em Metafísica e em Estudos Clássicos
Páginas na net:

 

Etiquetado , , , ,

Afrodite age nos sentidos

É um prazer falar de Afrodite, uma vez que faz bem aos ouvidos e aos olhos. Digo, pelo simples fato de nos referirmos a ela não só como uma deusa louvada na Grécia, mas também na Ásia, no mundo oriental, recheada de simbolismo e encanto. Vale salientar aqui a importância da poesia grega orada, feita para o ouvido e para o olho, antes de qualquer teorização sobre o amor. Mais do que falar Afrodite, é preciso sentir Afrodite no imaginário grego. Esplêndido este detalhe, na medida em que é perceptível na literatura grega, quer nas tragédias ou nas obras filosóficas, sobretudo em Platão e Aristóteles, como também em Homero e Hesíodo, nuances de Afrodite que age na sensibilidade, no corpo, no físico, ao pé do ouvido.

Como não lembrar que foi ela própria, Afrodite, chamar Helena, que encontrou na alta muralha, no meio de uma multidão de Troianas, em plena guerra. A narrativa é feita no alto da passagem da Ilíada, III, 383-447. Afrodite expõe toda sua hábil sedução para atrair Helena até ao leito nupcial e salvar Alexandre da guerra.

No entanto, a lenda da origem de Afrodite, disseminada no Oriente, que diz que os peixes do Eufrates tinham encontrado um ovo grande nas águas do rio e carregaram esse ovo até a praia, onde uma pomba chegou e quebrou o ovo, e dentro estava Afrodite. Daí, mesmo em cultura ocidental, Afrodite vir representada junto às águas ou aos pássaros. Por isso, sua associação do amor a cenários naturais.

Da tradição grega, herdamos a visão de Afrodite já no Olimpo como filha de Zeus junto a Eros. “Mas dos órgãos sexuais do Céu surgiu também uma outra deusa, que não pertence mais a Eris, mas sim, pelo contrário, a Eros, não mais à discórdia e ao conflito, mas ao amor(proximidade das duas palavras, em grego, parece indicar também uma proximidade nos fatos: muito facilmente se passa do amor ao ódio, de Eros a Eris): trata-se de Afrodite, a deusa da beleza e, justamente, do amor. Você se lembra que o sangue do sexo de Urano caiu na terra, mas o sexo, propriamente, Cronos jogou longe, por cima do ombro, e ele foi se perder no mar. E boiou! Flutuou na água, no meio da espuma branca – espuma que, em grego, se diz, afros, a qual, misturando-se à outra espuma que saía do sexo de Urano, gerou uma sublimíssima jovem: Afrodite, a mais bela de todas as divindades. É a deusa da doçura, do carinho, dos sorrisos trocados pelos apaixonados, mas também a da sexualidade brutal e da duplicidade do que se diz quando se quer seduzir o outro, querendo agradar, palavras que no mínimo são sempre fiéis à verdade, a duplicidade serve para atrair afetos,(…). Afrodite é tudo isso: a sedução e a mentira, o charme e a vaidade, o amor e o ciúme que dele nasce, a ternura, mas também as crises de raiva e de ódio geradas pelas paixões contrariadas. No que, mais uma vez, Eros nunca está muito longe de Eris, o amor sempre na vizinhança da disputa. Se dermos ouvido a Hesíodo, quando ela sai das águas, em Chipre, está sempre acompanhada por duas outras divindades menores que lhe servem, de certa maneira, de ‘acompanhantes’, companheiros e confidentes: Eros, justamente, mas dessa vez se trata de Eros número 2, o pequeno personagem de que falei ainda a pouco e frequentemente será representado, mas bem posteriormente a Hesíodo, como um menino bochechudo, armado com um arco e flechas. E, ao lado de Eros, há Imeros, o desejo, que sempre abre caminho para o amor propriamente dito…”(FERRY, Luc. A sabedoria dos mitos gregos. Aprender a viver II. Trad. de Jorge Bastos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009, p. 54-55).

Afrodite é impressionante pelo páthos que ela provoca nos corpos, devido ao seu deleite físico. O que seria de nós sem o prazer, o cheiro e a visão do amor que emana do poder afrodisíaco da bela Afrodite em todos os seres? Pascal, filósofo francês, acreditava que é impossível fazer alguma coisa de grande sem paixão. É isso que Afrodite estimula nos seres, nas pessoas, o desejo incessante de seduzir o outro. Talvez seja ela a maior responsável por acordar o amor em nós, despertando-nos do sono dos sentidos.


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

Especialista em Metafísica, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e Esp. em Estudos Clássicos pela UnB em parceria com Archai Unesco

Etiquetado , , ,
Parafraseando-me

Meu fazer e refazer constantes

Didáctica de la Filosofía

Enseñanza de la filosofía

Filosofia Crítica

"Levar a filosofia às pessoas, levar as pessoas a filosofar." tiomas@yahoo.com

Clube Literário do Porto

Um lugar onde a Cultura acontece

Poesias, frases e textos

Melhores poesias, frases, crônicas, textos e música

Da Literatura

Um blog sobre livros e amor pela leitura

O Meio e o Si

Seu blog de variedades, do trivial ao existencial.

ZÉducando

Educação, Tecnologia, Reflexão e Humor: combate ao "não-pensantismo" *

aultimaestrofe

Just another WordPress.com weblog

φρόνησις

"Filosofar é aprender a morrer". Montaigne

Luciano Ezequiel Kaminski

Textos sobre Filosofia e Sociologia

OUSE SABER! BLOG DO PROFº MARCOS FABIO A. NICOLAU

O blog visa disponibilizar material didático on line das atividades docentes no semestre [aulas, cursos, oficinas, grupos de pesquisa], assim como minha produção acadêmica [publicações, artigos, comunicações e palestras]

kely Brenzan

Esta é a pagina e blog a da autora