Arquivo mensal: junho 2016

Educação: uma expectativa para o incerto

A cena do desfecho do filme “Sociedade dos poetas mortos” nos coloca dentro da experiência educacional marcadamente incerta, imprevista e nova, imponderável, porém vital.

Pelas pistas que possuímos do mundo que espera nossos jovens, só sabemos que será muito diferente do presente, com inevitável mudança de paradigma(s). Se melhor ou pior, impossível prever. Apenas precisamos não permanecer como espectadores, mas tomar nas mãos o desafio de construir o novo.

Se não podemos prever, pelo menos temos noções sobre o que não queremos: com tantas incertezas, seríamos capazes de construir um mundo mais humano? Tal pergunta nos leva ao campo da incerteza e do imponderável já que não estamos prontos para tudo, até porque a vida é cheia de incertezas e não cabe nos limites da razão e nos limites de nossos programas. Por isso dirá Morin:

“A estratégia opõe-se ao programa, ainda que possa comportar elementos programados. O programa é a determinação a priori de uma seqüência de ações tendo em vista um objetivo. O programa é eficaz, em condições externas estáveis, que possam ser determinadas com segurança. Mas as menores perturbações nessas condições desregulam a execução do programa e obrigam a parar. A estratégia procura incessantemente reunir as informações e os acasos encontrados durante o percurso. Todo nosso ensino tende para o programa, ao passo que a vida exige estratégia e, se possível, serendipidade e arte”(Edgar Morin).

Serendipidade vem a ser entendida aqui como ato de procurar uma coisa e achar outra; o imprevisto. “Serendip” era o nome de uma ilha ao sul da Índia, que depois se chamou Ceilão e hoje é denominada Sri Lanka; segundo um conto oriental, três príncipes de serendip, percorrendo seus territórios, fizeram importantes e inesperadas descobertas. Usa-se o termo para designar a descoberta fortuita, mas fértil para quem é capaz de combinar “acaso” e “sagacidade”.

Edgar Morin, que divulga a teoria da complexidade no Brasil e no mundo a fora, enxerga a possibilidade da Educação se inserir num processo ousado de estratégia, segundo ele, arte e serendipidade, afastando-se do programa e promovendo uma Educação cada vez mais criativa e surpreendente. Para o mundo atual, tamanho desafio não é tão fácil, por isso complexo, mas de uma exigência vital para a leitura de valores que frequentemente entram no diálogo educacional sem pedir licença.

Com isso, a preocupação da Educação não é o uno, mas o múltiplo e a complexidade, no olhar de Morin, com a vida que se afirma e que se insere num movimento constante de mudança. Remontamos, assim, a algumas citações oportunas que Morin faz jus na sua obra “A cabeça bem feita”, a qual levanta provocações filosóficas sobre o pensamento de Michel de Montaigne e outros como Rousseau e Nietzsche. Vejamos:

“Quero ensinar-lhe a viver”(Rousseau).

“Queremos ser poetas de nossa própria vida, e primeiro, nas menores coisas”(Nietzsche).

“O grande problema da Educação é conseguir que o aluno transforme a informação impessoal, no vídeo, no papel ou na fala, em conhecimento(apropriação e assimilação) e o aluno converta essa informação em sabedoria ou sapiência e empregá-la para orientar sua vida”(Edgar Morin).


Prof.: Jackislandy Meira de Medeiros Silva
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O que vocês acham? O político vive “da” política ou “para” a política?

Há pouco mais de uma semana do pleito mais importante, talvez, para os destinos do país, vemos a discussão política nos debates televisivos migrar da área moral, pessoal e religiosa dos candidatos para uma dimensão mais social, programática e política, propriamente dita, com questões que tocam em problemas sérios para o desenvolvimento do povo, de interesses do público, como Educação, saúde, geração de emprego e renda, privatizações, salários, previdência social, de modo que podemos distinguir cada candidato e poder escolher um dos dois com suas peculiaridades. Dilma ou Serra? Eis a questão. A escolha é nossa, tornando mais uma vez legítima a Democracia brasileira.

Contudo, faz-se oportuna uma ligeira orientação da política no dizer de Max Weber para os dias de hoje, haja vista o próximo pleito eleitoral que nos aguarda.

Na obra Ensaios de Sociologia de Max Weber, encontra-se uma concentrada visão da política alemã do séc. XIX focada na égide da ciência. Mas Weber, como filho de mãe culta e obstinada pela cultura, soube seguir firme e com educação, através das muitas leituras que fazia, uma ideologia íntegra e segura capaz de deixar um legado político, econômico, social e filosófico para toda a humanidade.

No universo dos Ensaios aqui mencionados, um deles se destaca pelo modo autêntico de tratar as questões políticas, “A política como vocação”. O autor dá um verdadeiro show de transparência e sensibilidade. Sua sensibilidade no assunto “política” é fulcral, de modo que inicia seu ensaio com uma pergunta cortante: “O que entendemos por política?” Daí começa sua exposição que vai desde os variados tipos de política até a noção mais cuidadosa de associações e instituições, redimensionando a questão ao aspecto do Estado.

O mais interessante disso tudo é que a política, para ele, possui dois modos principais, de certo modo escassos, no atual contexto brasileiro quando nos deparamos com indivíduos que pretendem concorrer a um cargo eletivo e que se propõem a seguir uma carreira política, gerindo e administrando a coisa pública.

Ao administrar, o que vocês acham, o político vive “para” a política ou vive “da” política?

“Há dois modos principais pelos quais alguém pode fazer da política a sua vocação: viver “para” a política, ou viver “da” política. Esse contraste não é, de forma alguma, exclusivo. Em geral, o homem faz as duas coisas, pelo menos em pensamento e, certamente, também a ambas na prática. Quem vive “para” a política faz dela a sua vida, num sentido interior. Desfruta a posse pura e simples do poder que exerce, ou alimenta seu equilíbrio interior, seu sentimento íntimo, pela consciência de que sua vida tem sentido a serviço de uma “causa”. Nesse sentido interno, todo homem sincero que vive para uma causa também vive dessa causa. A distinção, no caso, refere-se a um aspecto muito mais substancial da questão, ou seja, o econômico. Quem luta para fazer da política uma fonte de renda permanente, vive “da” política como vocação, ao passo que quem não age assim vive “para” a política. Sob o domínio da ordem da propriedade privada, algumas – se quiserem – precondições muito triviais devem existir, para que uma pessoa possa viver “para” a política, nesse sentido econômico. Em condições normais, o político deve ser economicamente independente da renda que a política lhe pode proporcionar. Isto significa, muito simplesmente, que o político deve ser rico ou deve ter uma posição pessoal na vida que lhe proporcione uma renda suficiente”(WEBER, Max. Ensaios de Sociologia. A política como vocação. Rio de Janeiro, LTC, 1982, p. 105).

Quem estiver pensando em entrar na política para se beneficiar economicamente, cuidado, pois o caminho não é tão bem sucedido assim, uma vez que muitos cidadãos acabam por sair da política precocemente porque viram nela uma fonte de renda e um atalho mais curto para enriquecerem às custas do patrimônio público, sem qualquer realização profissional, sem qualquer tipo de identidade vocacional com os interesses do povo. Daí a pedida de Weber, o bom mesmo é que o sujeito tenha uma certa independência econômica antes de se propor administrar uma cidade, um estado ou um país.

Nem sempre isto acontece, o que compromete a administração pública e incha de corrupção a estrutura política da nação, do contrário ocorre o inverso, “em troca de serviços leais, hoje, os líderes partidários distribuem cargos de todos os tipos – nos  partidos, jornais, sociedades cooperativas, companhias de seguros, municipalidades, bem como no Estado. Todas as lutas partidárias são lutas para o controle de cargos, bem como lutas para metas objetivas”(idem, p. 107)

Fica, portanto, o alerta, antes de qualquer tentativa para lidar com a administração  pública ou com uma carreira política, autoavalie se é mesmo ou não a sua praia, se é ou não a sua vocação. Identifica-se ou não com a profissão? Viverás para ela ou se servirás dela?


Prof.: Jackislandy Meira de Medeiros Silva
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O ENEM é um novo Vestibular? Tome sofrimento


Como não bastassem os vestibulares a cada ano ou a cada seis meses em todo o Brasil para trazer medo, insegurança, ansiedade e muito sofrimento aos alunos, ainda surge o ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio para tirar o sossego dos jovens que batalham por uma vaga nas Universidades. Transformado equivocadamente a Vestibular, o que não deveria acontecer, o ENEM é uma prática, segundo o Ministério da Educação,  de averiguar o andamento da qualidade do Ensino Médio em todo o território brasileiro.

Todavia, o ENEM dá a possibilidade de ingressar em Universidades públicas e privadas dependendo da nota, a qual possivelmente será cadastrada pelo candidato no PROUNI, espécie de Programa do Gov. Federal que dá acesso às Universidades. Daí, a nota do candidato passa por uma triagem ou peneira para saber se vai ou não ingressar numa tão sonhada Universidade.

A Educação brasileira, a meu ver, está transformando os alunos em máquinas de memorizar, em burocratas da aprendizagem. Aprender por uma nota, por um resultado, para passar de ano, para entrar na Universidade a troco de muito estudo e sofrimento. Nada mais além disso. Cadê a alegria de aprender? O gosto de estudar? O prazer de conhecer?

Lembro-me de um livro de Rubem Alves, cujo título é  “A alegria de ensinar” em que o autor diz lá pras tantas algo assim: “Não critico a máquina educacional por ineficiência. Critico a máquina educacional por aquilo em que ela pretende produzir, por aquilo em que ela deseja transformar nossos jovens. É precisamente quando a máquina é mais eficiente que a deformação que ela produz aparece de forma mais acabada”. Não somos máquinas, somos humanos inteligentes com uma grande capacidade de esquecimento e como uma incrível sensibilidade de compreender nossos limites. Continua Rubem Alves: “Fico pensando no enorme desperdício de tempo, energias e vida. Como disse o Charlie Brown, os que tirarem boas notas entrarão na universidade. Nada mais. Dentro de pouco tempo quase tudo aquilo que lhes foi aparentemente ensinado terá sido esquecido. Não por burrice. Mas por inteligência. O corpo não suporta carregar o peso de um conhecimento morto que ele não consegue integrar com a vida”.

Impressionante visão revolucionária de Rubem Alves que mais acrescenta ao crescimento educacional brasileiro do que inúmeras notas acumuladas a cada edição de ENEM, na intenção de apenas satisfazer a uma política neoliberal de aprovação automática em virtude de índices educacionais para impressionar lá fora. Quanta ilusão. Precisamos acordar. Encontrar uma maneira mais leve de avaliar se os jovens estão ou não preparados para ingressar numa Universidade. Deveria ser uma progressão, saía-se do Ensino Médio, optava-se logo por um curso e buscava sua formação ou realização pessoal, sua felicidade.

Tenho a honra de terminar esta reflexão sobre o ENEM com as palavras de Rubem Alves, exatamente no dia em que se realiza mais um ENEM em todo o Brasil: “Hoje, quando escrevo, os jovens estão indo para os vestibulares. O moedor foi ligado. Dentro de alguns anos estarão formados. Serão profissionais. E o que é um profissional se não um corpo que sonhava e que foi transformado em ferramenta? As ferramentas são úteis. Necessárias. Mas – que pena – não sabem sonhar…”


Prof.: Jackislandy Meira de Medeiros Silva
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Leitura combina com férias e crescimento econômico?

Para aqueles que trabalham  no decurso do ano é uma ótima pedida nestas férias que vem chegando, colocar a leitura em dia. Não só nas férias a leitura se insurge como um “ócio criativo” – título de um belo livro de Domenico de Masi – mas, sobretudo, viver dela e para ela deve ser uma exigência em todo o tempo. A leitura deve ser prioridade em todos os momentos da vida. Numa entrevista a que assisti, após as eleições deste ano, no Programa Jô Soares com Marina Silva, ela afirmou que para onde ia estava na companhia segura de sua maleta de livros, pois assim que surgisse uma oportunidade, abriria um de seus livros e lia com muita alegria, afirmando que o tempo não podia ser desperdiçado. Chegou até a brincar com Jô e disse que no avião dependendo do medo e de algumas situações, o primeiro livro que pegava era a Bíblia.

A atividade da leitura no Brasil tem melhorado a passos lentos, de modo que países vizinhos, aqui mesmo na América do Sul, estão bem melhores colocados no ranking de leitura do que o Brasil. A avaliação educacional mais importante – e relevante – do mundo revelou que a Educação brasileira está melhorando, mas ainda ocupamos uma posição baixa: em um ranking de 65 países somos o 53º colocado em Leitura e Ciências e 57º em Matemática. O Pisa(Programa Internacional de Avaliação de Alunos)avalia o desempenho de alunos do Ensino Fundamental e Médio em três áreas chaves: Leitura, Matemática e Ciências. A média brasileira nessas disciplinas foi de 401 pontos, bem abaixo da pontuação dos países mais desenvolvidos, que obtiveram 496 pontos. Em leitura, o Brasil alcançou 412 pontos; em Matemática, 386 e em Ciências 405 – em 2006 a pontuação foi de 393 em Leitura, 370 em Matemática e 390 em Ciências. Resultado que nos deixa atrás de México, Uruguai, Jordânia, Tailândia e Trinidad e Tobago.

Recentemente, como ilustração deste texto, logo acima, publicada pela Revista Superinteressante, podemos ver um levantamento de leituras espontâneas em média por aluno, do Instituto pró-livro da ANL, Centro Regional para o Fomento do Livro, na América Latina, na Espanha, no Caribe e em Portugal, que o Brasil lê apenas um livro por ano por habitante, ao passo que o Chile lê cinco livros por ano por pessoa, a Argentina cinco também e o Uruguai é o que mais lê, seis livros por cada habitante ao ano.

Os dados não mentem. A bem da verdade, se perguntarmos a uma criança ainda pequena o que ela sonha ser quando crescer, a resposta é quase imediata e unânime, jogador de futebol. Isto porque a mídia escancara nas telinhas com frequência jogadores de futebol esnobando mulheres bonitas, carros importados, gigantescos salários e, como se não bastasse, fora aprovada recentemente no Congresso Federal a Lei que ampara jogadores da seleção brasileira na aposentadoria, uma espécie de fundo de pensão. Cadê que uma criança responde que quer ser Professor ou Professora neste país?! Porque Professor ganha pouco, Professor não tem mais respeito, é agredido em sala de aula, é espancado e até assassinado. Muitos professores estão desmotivados com um mísero salário que recebem. Um salário que mal dá pra comer, quanto mais investir na formação profissional. Categoricamente, o Brasil vende uma imagem que não é a de um país de leitores que busca e se alimenta de cultura, mas a de um país que só vê futebol e que só ouve e dança samba. Somos o país do samba e da bola, não um país de leitura. Para a enorme maioria dos políticos, educação não dá votos, não ganha eleições. Educação neste país não é coisa séria, infelizmente.

Enquanto a Educação neste país estiver sendo vista como algo de segunda categoria ou sem prioridade, a leitura e o nível cultural não irão ser diferenciais de qualidade para um povo que quer entrar na lista dos países mais desenvolvidos do globo. Há, atualmente, um retrocesso no crescimento brasileiro. À medida que aceleramos no plano econômico, retrocedemos nas questões educacionais. Questões estas muito pertinentes na formação da personalidade, bem como na consolidação de um cidadão ético e absolutamente comprometido com o patrimônio natural de sobrevivência humana na terra. A mãe terra pede socorro, mas sem uma educação diferenciada, básica até, a Gaia, mãe e criatura de Deus, a terra gritará num gemido ensurdecedor de socorro.

As férias estão às portas. É hora de fazermos um balanço do quanto precisamos melhorar a leitura para poder expressar com mais autoridade nossas ideias. A leitura não só é importante para o desenvolvimento econômico de um país, mas é substancial no respeito com os outros, no trato com o diálogo, nos bons costumes, no requinte da linguagem e da escrita, no poder da argumentação. A leitura, por tudo isso nos dá poder, nos garante segurança emocional e faz bem às férias, principalmente quando são longas e podendo até nos levar ao tédio. Nas férias, a leitura nos propicia sair do ócio e do tédio. Edifique-se, leia mais nestas férias!


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN, Especialista em Metafísica pela UFRN e Especialista em Estudos Clássicos pela UnB/Archai/Unesco
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Neste Natal e Ano Novo, sejamos consumidos pelos afetos, não pelo dinheiro!

Quando nesse país, e em boa parte do mundo, tudo ainda esbarrar em dinheiro, as festas de Natal e fim de ano mais parecerão uma corrida avassaladora “contra” e “para” o consumo. “Contra”, porque relutamos aos gastos exorbitantes que poderão nos deixar endividados o ano vindouro inteirinho. “Para”, na medida em que cedemos aos caprichos dos apelos do coração, uma vez que somos todo sentimento e emoção em tempos como estes – de confraternizações natalinas e Réveillon 2011- de encontrar pessoas amigas de longas datas, até mesmo familiares tomados de saudades.

Somadas a isto são as inúmeras festas de confraternização e troca de presentes que podem afastar ou aproximar as pessoas do inevitável consumo, teimosamente rondando à nossa volta, dependendo, é claro, do poder aquisitivo de cada um, mas que mexe com os brios de uma sociedade altamente capitalista, na qual estamos metidos.

Pois bem, no calor das tantas festas natalinas e no derramar da brancura das espumas volumosas de litros e litros de champanhe, escondem-se os gritos daqueles que passarão quase todo o ano endividados; o soluçar de milhares de famílias divididas que não têm como celebrar o Natal; o clamor de um número infindável de crianças que ainda não sentiram o sabor de ganhar um presente ou uma ceia de Natal, porque não têm dinheiro.

Da criança ao idoso, passando pelo jovem sem perspectiva de vida neste Natal, há a sensação de que é possível, no momento supremo do encontro familiar em volta d’Aquele que se fez e se faz presente por nós, Jesus Cristo, nascer de novo com todos os excluídos da terra. Excluídos por algo tão banal, que um sem-número de pessoas dá valor, o tal do dinheiro. Por causa dele, criamos barreiras, construímos cercas e matamos nosso irmão. É por isso que não reconheço o homem quando simplesmente vejo o consumo desmedido numa época tão maravilhosa como esta. É tempo de celebração, de congraçamento de todas as diferenças, não de consumismo.

Sei que muitos nem verão o alvorecer de um novo ano porque estarão anestesiados pela bebida em demasia, mas, certamente, haverá pessoas que esperarão o Salvador neste Natal e aguardarão entusiasmadas o despontar de um novo ano com os olhos fitos nos que não terão vinho e nem pão, muito menos peru e “fiesta”, regado a fios de ovos, tampouco panetone, mas estarão cheias de ternura e receptivas à partilha, ao abraço, ao sorriso, ao encontro.

Ao contrário de esbanjarmos muito consumo, neste fim de ano, esbanjemos muitos encontros e trocas de abraços. Ao invés de inúmeras trocas de presentes, multipliquemos, neste Natal, as trocas de afetos, os gestos amáveis e ternos. Sejamos consumidos pelos afetos, não pelo dinheiro. Sejamos consumidos de amigos, não consumidos pelas dívidas!


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN, Especialista em Metafísica pela UFRN, Esp. em Estudos Clássicos pela UnB/Archai/Unesco
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Parafraseando-me

Meu fazer e refazer constantes

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Textos sobre Filosofia e Sociologia

OUSE SABER! BLOG DO PROFº MARCOS FABIO A. NICOLAU

O blog visa disponibilizar material didático on line das atividades docentes no semestre [aulas, cursos, oficinas, grupos de pesquisa], assim como minha produção acadêmica [publicações, artigos, comunicações e palestras]

kely Brenzan

Esta é a pagina e blog a da autora